Face a esta conjuntura, e numa
perspetiva de continuidade, foram lançadas propostas no sentido de proteger os municípios, regiões e o mercado de trabalho. Assim, face ao aumento significativo do desemprego, foram propostas medidas de reforço temporário dos seguros de desemprego, nomeadamente:
- Alívio temporário dos requisitos relativamente a quem pode receber dinheiro de um fundo de seguro de desemprego. Na prática, isto significa que o tempo mínimo obrigatório de trabalho de 80 horas/mês de um indivíduo será reduzido para 60 horas/mês e o tempo mínimo que um indivíduo trabalhou passe de 12 para 3 meses;
- Subida temporária dos montantes mínimo e máximo pagos por um fundo de seguro de desemprego;
- Os 6 dias iniciais de desemprego necessários para se começar a receber o subsídio serão removidos e os fundos receberão apoio financeiro à sua administração.
Para além disso, foram lançadas propostas no sentido de fomentar uma política de mercado de trabalho mais ativa, a saber:
- Aumento do financiamento do Arbetsförmedlingen (Serviço Público de Emprego Sueco) e dos programas de apoio ao mercado de trabalho. Por exemplo, é proposto que o período durante o qual um indivíduo possa ter um trabalho extra, esteja a iniciar um novo trabalho, ou esteja em período experimental seja estendido por mais um ano (para aqueles que já estão nesta condição);
- Extensão de 6 para 12 meses do tempo máximo de apoio a um negócio que esteja a iniciar;
- Municípios receberão subsídios para apoiar empregos de verão para jovens, bem como fundos para apoiar empregos na área do ambiente, para assim permitir subsidiar o emprego, principalmente na área da natureza e conservação florestal.
Por fim, foi lançado um novo pacote de ajuda que totaliza 15 mil milhões SEK (1367 milhões de euros), em forma de subsídios, para apoiar os municípios e regiões durante a crise, com especial foco no apoio ao setor dos cuidados de saúde.
- Aumento de 22 mil milhões SEK (2005 milhões €) no orçamento retificativo Spring Bill;
- Os municípios e regiões deverão receber um total de 20 mil milhões SEK (1823 milhões de euros) em subsídios governamentais, em vez dos 5 mil milhões (456 milhões de euros) anteriormente anunciados. Destes, 70 por cento vão diretamente para municípios e 30 por cento para regiões;
- Nos próximos 3 anos, serão também atribuídos anualmente 12,5 mil milhões SEK (1139 milhões de euros). Adicionalmente, outros 2 mil milhões SEK (182 milhões de euros) compensarão regiões e municípios pelos custos adicionais associados ao COVID-19.
Importa ainda ressalvar que a Ministra das Finanças, Magdalena Andersson, está a ponderar um plano de nacionalizações de grandes empresas, à semelhança do que aconteceu em Itália e no Reino Unido. Contudo, a Ministra avisou que não tem capacidade para nacionalizar milhares de cafés e restaurantes, mas sim poucas e grandes empresas.
A este respeito, várias têm sido as vozes que avisam que a espiral recessiva das bolsas e da Coroa Sueca, a juntar ao facto das empresas estarem bem capitalizadas, tornam os ativos suecos apelativos para investidores estrangeiros (investidores chineses, árabes, russos e norte-americanos). Por isso, apela-se a que medidas sejam implementadas, nomeadamente, a criação de um organismo que identifique setores e empresas estratégicas, a alteração da legislação, para que apenas seja permitida a aquisição por parte de empresas europeias e suecas, e a introdução de um fundo que permita ao Governo a compra de participações em empresas.